Interprete de Libras tem amplo mercado a ser explorado




A imagem está no formato retangular na horizontal. Nela contém uma mulher jovem, loira, que usa uma camiseta preta e está em cima de um palanque no meio de uma praça fazendo sinais de Libras com as mãos, traduzindo o que um senhor que está atrás dela no palanque, está falando. Fim da descrição.
Foto: Shutterstock 

 

Atualizado em 18/04/2017

 

Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 10 milhões de surdos e este público circula por todos os lugares. No entanto, para que a inclusão destas pessoas de fato aconteça, eles dependem de um profissional importante: o tradutor ou intérprete da Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como Libras.

 

Atualmente, a demanda por especialistas em acessibilidade e inclusão nas empresas, escolas e universidades ainda é maior do que a oferta de profissionais com este tipo de formação. Por isso, algumas universidades estão investindo na formação de pessoas nesta área, criando cursos de graduação e pós-graduação.

 

Esse é o caso do Centro Universitário Celso Lisboa, no Rio de Janeiro, que oferece curso de pós-graduação em Libras. O objetivo é qualificar profissionais de diferentes áreas para atuar como tradutores e atingir proficiência na função. O curso tem como público-alvo profissionais surdos ou ouvintes com graduação em qualquer área do conhecimento ou que já possuam alguma noção no uso da Língua Brasileira de Sinais.

 

De acordo com Jurema Santos Souza, professora do curso, a inclusão e acessibilidade têm crescido de forma geral no mercado de trabalho por conta da Lei de Cotas. Ela acaba sendo uma forma do empregador consegui reconhecer o potencial de uma pessoa com deficiência. Porém, ainda há algumas barreiras: “As empresas tem interesse em contratar pessoas surdas. Mas o que faz elas desistirem ou terem mais resistência é o medo de não conseguir se comunicar com estas pessoas. Quando essa barreira é quebrada, utilizando o profissional de interpretação, o resultado é positivo”, explica Jurema.

 

O curso tem carga-horária de 474 horas no lato senso e é ministrado em salas de aula que utilizam a metodologia LIGA, criada e desenvolvida pela própria instituição. A metodologia garante que o conteúdo estará disponível para todos e pode ser acessado a qualquer momento, não apenas durante as aulas.

 

 




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